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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pacto de favores



Num país de terceiro mundo, a maioria das pessoas não tem interesse algum pela política. Principalmente porque a política não se faz interessante, já que para entender o significado real de política há que simplifica-la ao máximo e não há cultura suficiente para tal.

Criada na Grécia Antiga, política no fim das contas é troca de favores. E favor não tem valor exato, inflaciona, nunca equilibra, é subjetivo, possui variáveis, é incrédulo, falso, dinâmico e emocionalmente chantagista.

Assim, o Governo atual chegou ao poder mediante a troca de favores. Quem o garantiu foram as empresas automobilísticas nas quais ele teve seu casulo gerado. Em seguida evoluiu como um tumor e no fim se transformou numa bela estrela vermelha. Que coincidência, nunca se vendeu tanto carro neste país.

Para isto foi necessário um novo favor, a abertura do crédito. A tal melhoria na economia é uma falsa ideia de elevação das classes sociais. As classes C e D têm a oportunidade de algumas regalias das classes A e B, mediante um pacto com o diabo ou, melhor dizendo, o pagamento parcelado.

Assim foram gerados esquemas oficiais de agiotagem que vivem em base da amarração dos juros e do tal rotativo, desta forma, novos favores apareceram. Foi então que a derrocada da lógica da ideia do significado de política dá lugar ao “rabo preso”. Chamamos isso de corrupção.

Se o crédito é facilitado para supérfluos, também deve ser para conhecimento, para tecnologia, para informação. O grande erro estratégico da estrela vermelha foi justamente subestimar as variáveis nas quais, por mais chata e desinteressante que seja a politicagem, as pessoas estão tendo acesso a esse tipo de informação, cada vez mais.

Não deixaremos de ser um país de terceiro mundo por conta dos atos revolucionários, mas quem sabe essa educação autodidata da taxionomia da política nacional gere uma ação quimioterápica na administração pública.

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